Projetos


FESTIVAL DE ROCK CONTEMPORANEO E MUSICA PROGRESSIVA – Salvador/BA -1974

O primeiro festival de música realizado na Bahia, no Campo da Graça, antigo estádio que fiacava no tradicional bairro da capital. “FESTIVAL DE ROCK CONTEMPORÂNEO E MÚSICA PROGRESSIVA”, mais conhecido como “Festival do Campo da Graça”. O evento teve como intuito dar início aos Festivais no Nordeste, algo até então inédito na região.
O mestre Gilberto Gil encabeçava o festival que contaria ainda com a presença da banda Mar Revolto, entre outros.
Nessa noite foi testado o primeiro sistema de som profissional de João Américo.
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FESTIVAL DA ILHA DE ITAPARICA - Ilha de Itaparica/BA – 1975

Um dos maiores e mais significativos Festivais de Músicas realizado no Nordeste ocorreu na Ponta da Penha, Ilha de Itaparica, Bahia.
O ano era 1975 e o local escolhido foram as ruínas de uma igreja local. O cenário não poderia ser mais diferente:  Baía de Todos os Santos com suas praias intocáveis e paradisíacas e ao fundo se descortinava a silhueta da Cidade de Salvador.
O Festival, com ampla divulgação em todo o território nacional, teve a ousadia de reunir em um só lugar ícones da música brasileira como Novos Baianos, Luiz Melodia, Mar Revolto, Piti, Banda do Companheiro Mágico, Sangue & Raça, Marcos Antônio Queiroz, Cremes, e Edu Nascimento.

TEATRO VILA VELHA - Temporada de Verão 1979

Este talvez seja o maior projeto já realizado nas famosas temporadas de Verão em Salvador. Fechei o Teatro Vila Velha por dois meses, foram 6o dias e  75 shows realizados. Tínhamos shows em todos os horários, seis e meia, nove horas e meia-noite. Nesta temporada foram feitos shows com Paulinho Boca de Cantor (lançamento da carreira solo), Pepeu Gomes e Baby Consuelo, Osvaldinho do Acordeon, Geraldo Azevendo, 14 BIs, Tarancon, Luiz Melodia, Jorge Mautner, entre outros. Contamos com o apoio promocional do Jornal da Bahia. Nesta temporada teve uma peculiaridade; todos os artistas estavam lançando o seu primeiro trabalho.

CONCERTO PRO MAESTRO VIVALDO CONCEIÇÃO – Salvador/BA - 80

Foi um concerto em benefiício ao Maetro Vivaldo Conceição, que teve um problema de saúde e precisava angariar recursos. O então diretor de marketing da cardeneta de poupança ASPEB, Guy Bamberg, foi um parceiro nessa empeitada fornecendo toda a mídia do evento. O concerto contou com o apoio maciço dos artistas da Bahia, como Gilberto Gil, Maria Bethania, Gal Costa e Caetano Veloso, além dos artistas em destaque na época.

CIRCO RENASCENTE – Rio de Janeiro/ RJ – 1981

Inicia-se a saga de se fazer shows embaixo de lonas e denominados “Circo”.
Assisti a uma montagem da peça Boca de Inferno de Gregório de Matos, dirigida por Deolindo Checcucci, e montada no Circo Renascente do palhaço Ferrolho, no Vale dos Barris em Salvador. Era uma lona bem velinha de pano e todos os apetrechos eram de madeira, como as arquibancadas, os mastros, os mastaréus etc.
De pronto aqui me remeteu ao final dos anos 60 com a ousadia de Juca Chaves em montar uma tenda na praia do Leme no Rio de Janeiro e fazer os seus shows. De imediato falei com Ferrolho: “Quero montar uns shows embaixo da sua lona, só que vamos montar no Rio de Janeiro”. De imediato ele topou e embarcamos com seu circo mambembe com destino às terras cariocas.
Na chegada, uma batalha para arranjar um lugar com aquela tralha toda. Havia um terreno murado na Rua Marquês de São Vicente na Gávea que pertencia a PUC, bati na porta do reitor e falei do meu plano em montar a lona no terreno. Permissão dada para o uso e após algumas semanas de entrave com as burocracias da Prefeitura, finalmente o “Circo Renascente” abriu as suas portas, ou melhor, suas lonas, com uma temporada de duas semanas com os Novos Baianos, sucesso absoluto, na platéia um convidado ilustre; Caetano Veloso, que ali mesmo compôs a musica “Os Meninos Dançam”, descrevendo a apresentação do grupo e imortalizando para sempre a história do “Circo Renascente”.
Por baixo da sua velha lona foram revelados vários talentos da MPB, como Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Léo Jaime, Lobão, dentre outros. E nessa mesma lona Luiz Melodia fez uma belíssima temporada com seu show “Mico de Circo”, com um detalhe: nesse show estreava um baterista bastante jovem, o Lobão.
Após alguns meses resolvi desmontar toda a tralha e o palhaço Ferrolho retornou ao interior da Bahia com o seu circo mambembe.
Com a lacuna deixada no mercado, o pessoal da trupe “Asdrúbal Trouxe o Trombone” montaram na Praia do Arpoador o tão famigerado Circo Voador. Na verdade o “Circo Renascente” foi o grande estopim para este projeto que perdura até os dias atuais.
A saga continua no próximo projeto…

CIRCO RELAMPAGO – Salvador/BA – 82

Após a desmontagem do “Circo Renascente” em terra de São Sebastião, peguei um trem rumo a São Paulo com destino a Indústria Nautika situada em Santana. Encomendei uma lona novinha em folha nas dimensões de 60 X 40, na cor azul e branca.
Voltei para Salvador, fazendo o caminho inverso com a lona nova.
Muito trabalho, montar todas as estruturas de ferro, grades etc. Estava pronto o “Circo Alegria, Alegria”, nome dado em homenagem ao Ilustre Caetano Veloso, em retribuição á homenagem prestada na composição “Os Meninos Dançam”. Enquanto isso procurava um lugar pra montar aquilo tudo, a Prefeitura de Salvador nos cedeu uma área no Vale dos Barris e estreamos com uma temporada de Moraes Moreira, (na época o rei do pedaço), temporada meia boca. Fiz uma festa com os blocos de sucesso na época, Camaleão, Eva e Traz-os-Montes, meia boca. Resolvi desmontar o circo e deixei a lona guardada no sítio de Di Andrade.
Após um tempo de proucura, consegui um terreno na Pituba. Todos me chamaram de louco, pois o local era afastado e demasiado longe do centro. Teimoso, remontei o circo no terreno cedido pela APAE, agora sob o nome “Circo Relampago”. Fiquei receioso em remontar com o nome anterior.
A abertura ficou por conta de Lulu Santos, na época lançando o seu primeiro disco. Sucesso Absoluto! Ingressos esgotados todos os dias e durante mais três anos ditamos as regras do showbis na Bahia.
Os maiores nomes dos anos 80 tocaram no “Circo Relâmpago”; Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Sivuca, Dominguinhos, Alceu Valença, Camisa de Vênus, Raimundo Fagner, Marina Lima, Blitz!, Roupa Nova, Lobão, Barão Vermelho, O Brilho, Trio Eletrico Dodô & Osmar, Clementina de Jesus, Ratos de Porão, entre outros, e abriu espaço os primeiros passos da tímida axé music, com Luiz Caldas. As duas temporadas da Blitz! foram marcantes. Duas sessões na sexta, sábado e domingo, com todos os ingressos esgotados. Ceatano Veloso foi outro mega show sob a lona do Relampago que marcou época.
Os festivais de rock foram marcantes, bandas como Trem Fantasma e Gonorréia marcavam presença constante,  além de tudo nos dias ociosos tínhamos o Cine Relâmpago onde exibíamos filmes de rock.
Com o declínio do mercado soteropolitano, pegamos a estrada, desta vez nosso destino foi Recife. Montamos o Circo Relâmpago no bairro de Boa Viagem em frente ao recém inaugurado Shopping Boa Viagem, onde obtivemos sucesso absoluto em terras Pernambucanas, shows com Marina Lima, Barão Vermelho, Lobão e seus Ronaldos. Não pude recusar ao convite do Capitão Alceu Valença, e transferi tudo para a bela Olinda.
Conseguimos um terreno cedido pela Prefeitura, porém devido a uma temporada de chuva, o local ficou literalmente alagado, não realizei um show sequer, sacramentando assim o fim de um período. Resolvi vender todo o material para um comprador que o remontou em Brasília e continuou com outro nome por um longo tempo.

BUDWISER SAMRT CLUB MUSIC HALL – Santo Andre/SP - 2000

No final dos anos 90 desembarquei em São Paulo fazendo o caminho inverso, cheguei com o plano de montar o Circo em terras paulistanas, formatei uma bela apresentação e corri para apresentar ao mercado. O patrocínio com a cerveja Budweiser e o Smart Card foi fechados por uma agência de marketing, e com nomes poderosos no mercado montei uma super lona (Nautika, é claro) em Santo André. Inauguramos com o show do TITÃS, casa cheia, o projeto duraria um ano. Por motivo da fusão das cervejarias formando a AMBEV, a marca que nos apoiava saiu do Brasil.
A lona continua guardada, e um dia ela voltará a ser remontada como “Circo Relâmpago”

A MARATONA DO REGGAE – São Paulo - 2001


SAMPOERNA AUTRALIAN SURF MUSIC – Tour Brasil 2002

Sampoerna Australian Surf Music
07.02.2001 – Via Funchal – São Paulo – SP

Opa! Onde estou? Será que em São Paulo, a selva de pedra, capital do concreto e dos engravatados? Ou será que estou em alguma praia do Guarujá ou em Maresias? Ficou difícil responder a esta pergunta estando dentro do Via Funchal nesta noite recheada de loirinhas, moreninhas e outras “inhas”, no que poderia ter sido a Convenção Nacional das Gostosas do Brasil. PQP! Que país para ter mulher gostosa! Temos que organizar mais shows como estes onde o público feminino lota!

Teve também muitos “surfistas”, calhordas e aqueles realmente interados, da velha guarda (o que era minoria). Mas nada de surf music, pois este rótulo é coisa de crítico brasileiro que insiste em rotular tudo o que vê pela frente.

A surf music de verdade tem mais a ver com os Beach Boys e os Trashmen, bandas americanas que estouraram nas décadas de 50/60. As bandas que se apresentaram por aqui, representaram muito bem o rock and roll da Austrália, país que também produziu bandas como INXS, Midnight Oil, AC/DC, e Silverchair, pesos pesados do rock mundial.

A primeira banda da noite foi o Spy vs Spy, que se apresentou pela sétima vez no Brasil. A banda fez um rock bem australiano, com letras que falam de racismo e são fortemente politizadas.

A segunda banda da noite foi o The Chevelles, que surpreendeu pela qualidade do rock básico que fazem, ao bom estilo das bandas de indie rock britânicas, com muito rock and roll na veia. Eles são considerados uma lenda na história do Indie Pop mundial.

Sua música fala sobre carros e garotas, o que tem muito a ver com a essência da surf music. O som é carregado de muita guitarra e energia.

Em seguida, foi a vez da excêntrica banda Yothu Yiundi, formada por músicos aborígenes (nativos típicos da Austrália) e não aborígenes.

A apresentação da banda se parece muito com um ritual tribal, mas eles misturam elementos primitivos e instrumentos dos aborígenes, como o Bilma e Didgeridu, com o som eletrônico e dance music, produzindo um balanço difícil de resistir. Todo mundo caiu na dança ao som destes verdadeiros alienígenas.

Segundo consta, o nome Yothu Yindi significa “criança e mãe”, um termo que se refere à conexão que as tribos do nordeste da Austrália têm entre elas. Suas danças imitam quase sempre os trejeitos de aves e outros animais selvagens.

Fechando a noite em grande estilo, foi a vez da banda Gang Gajang, cujo nome vem do som de uma guitarra sendo tocada (gajang), combinado com a palavra gang.

Quando a banda veio ao Brasil pela primeira vez em 1985, eles tocaram para um público de aproximadamente 30 mil pessoas, muito superior aos cerca de 3 mil fãs presentes no Via Funchal, o que não ofuscou a apresentação da banda, que esteve bem à vontade e detonou com seu som bem original, que é certeza de sucesso em todas as rádios rock do mundo.

Esta noite foi bem interessante para se conhecer o rock que vem da Austrália, país que fala inglês (língua oficial do rock). Mas serviu principalmente para concluirmos mais uma vez que o rock produzido por bandas brasileiras pode ser tão bom quanto ou até mesmo melhor, em termos de qualidade e criatividade, do que o rock feito por bandas como estas quatro australianas que se apresentaram por aqui.

Se você foi ao show e quer fazer uma resenha ou fazer um comentário, mande um e-mail.


SAMPOERNA SURF MUSIC – Tour Brasil 2002


ROCKFEST I – Tour Brasil 2004


SERGIPE FEST - 2004


ROCKFEST II – Tour Brasil 2005

SAO PAULO MUSIC MASTER – Tour Brasil 2005

Um dos maiores festivais de jazz realizado no Brasil idealizado em São Paulo em parceria com a casa noturna Tom Brasil e alçada às principais capitais Brasileiras.
O evento contou com os mais renomados artistas de jazz/blues contemporâneos, tais como: Chick Corea & Touchstone, Billy Cobham Culturemix, Larry Coryell Trio, The Robert Cray Band e a diva Oleta Adams. O evento foi simultâneo em várias capitais, a exemplo de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro. Nessa grade não efetivamos o contrato com a cantora Dionne Warwick.

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